Jovens portugueses vão poder pagar compras com smartphones a partir do 2.º semestre

10 Jan, 2017
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Autor:
Agência Lusa

Os jovens portugueses com menos de 18 anos vão poder pagar a partir do segundo semestre as compras em lojas com os seus smartphones (telefones inteligentes), utilizando-os como uma “carteira móvel” que é pré-carregada pelos pais.

Em declarações à agência Lusa, João Pedro Duarte, responsável da SEQR Portugal, empresa do grupo Seamless, que é um dos principais fornecedores de sistemas de pagamento para telemóveis a nível mundial, explicou que “os adolescentes vão poder fazer pagamentos [por débito] em lojas, o que será possível ainda no primeiro semestre deste ano”.

Através da aplicação SEQR já tinha deixado de ser necessário a qualquer consumidor, maior de 18 anos, andar com cartões de pagamento, cartões de fidelização e recibos, pois passou a ser possível guardar tudo no smartphone e fazer pagamentos em mais 500 lojas.

A solução de pagamentos para os jovens será proximamente libertada numa fase-piloto na Suécia para, posteriormente, ser alargada às outras regiões onde a empresa está presente e, no caso de Portugal, estará disponível até ao final do primeiro semestre deste ano.

Os adolescentes vão poder utilizar esta aplicação em mais de 500 pontos de venda oficiais SEQR em Portugal, que abrangem setores como a restauração ou o vestuário, bem como em todos os terminais de pagamento automático que utilizem a tecnologia NFC (permite troca de informações sem fio entre equipamentos compatíveis e próximos), que atualmente está disponível em smartphones com sistema operativo Android superior à versão 4.4, desde restaurantes, discotecas, bares, cafés e escolas.

A SEQR permite, através de um smartphone, fazer o pagamento em lojas, parques de estacionamento, restaurantes e na Internet, bem como transferir dinheiro, aceder a programas de fidelização e armazenar recibos digitalmente.

De origem sueca, a empresa chegou a Portugal em dezembro de 2014 e garante que já há um milhão de utilizadores na Europa e que Portugal é o terceiro país onde mais se usa este meio de pagamento, depois da Suécia e à frente da Bélgica e Inglaterra.

“Em 2016 elegemos como foco o consumidor, consolidámos também o aumento do número de lojas e obtivemos um crescimento de 100% em praticamente todos os trimestres”, avançou ainda à Lusa o responsável.

Segundo João Pedro Duarte, os objetivos para este ano passam por “dobrar o número de utilizadores e de transações a cada trimestre, fazer parcerias private label (com marca do cliente) e com associações de comerciantes regionais e nacionais e focar-se em áreas especializadas como os parques de estacionamento e as máquinas de vending (venda automática em espaços públicos).