Investigadores conseguiram prever quando a epidemia de cólera no Iémen atingiria o pico

1 Set, 2017
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African nurse draw blood from African male

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Um grupo de cientistas da Universidade de Hokkaido desenvolveu um novo modelo matemático que conseguiu prever com precisão que uma epidemia devastadora de cólera no Iémen ia atingir o pico no início de julho, a 26ª semana de 2017. A equipa prevê ainda que a incidência total venha a rondar os 700 a 800 mil casos.

A cólera, causada pela bactéria Vibrio cholerae, infeta o intestino delgado e é transmitida através de água ou alimentos contaminados.

A partir de abril de 2017, o Iémen foi atingido por uma das maiores epidemias de cólera do mundo. Cerca de 350 mil casos suspeitos foram relatados entre 27 de abril e 17 de julho, dos quais 1.802 pessoas morreram.

Após este surto devastador, a equipa compilou uma previsão em tempo real com base nos dados semanais recolhidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre casos suspeitos e mortes entre 16 de abril e 1 de julho (26ª semana). A equipa incorporou inclusivamente atrasos de tempo entre o início da doença e o relato dos casos no modelo matemático, atualizando a curva epidémica todas as semanas.

Através do estudo das taxas semanais de mortalidade, foi também aplicado um método para considerar a tendência de que provavelmente mais casos de cólera serão relatados após o conhecimento de vários casos, e não na fase inicial do surto.

Desta forma, a equipa estimou que o total de casos suspeitos de cólera no final da epidemia se fixará entre os 750 mil e 800 mil. Os investigadores estimaram que a curva epidémica atingiria o pico até a 26ª semana de 2017, caindo depois de forma faseada.

Este declínio já foi confirmado pelos dados da OMS de meados de agosto de 2017.