Falta de vitamina D pode aumentar o risco de cefaleia crónica

9 Jan, 2017
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A deficiência dos níveis de vitamina D pode aumentar o risco de cefaleia crónica (dor de cabeça), de acordo com um novo estudo da Universidade da Finlândia. Os resultados foram publicados na Scientific Reports.

O “Kuopio Ischaemic Heart Disease Risk Factor Study” (KIHD) analisou os níveis de vitamina D e a ocorrência de cefaleia em aproximadamente 2.600 homens com idades entre os 42 e os 60 anos, num período entre 1984 e 1989.

Em 68% destes homens, o nível do serum da vitamina D era inferior a 50 nmol/l, um valor geralmente considerado como o limiar para a deficiência da mesma. A cefaleia crónica (que ocorre pelo menos uma vez por semana) foi relatada por 250 homens, sendo que estes revelavam níveis mais baixos de vitamina D do que os restantes.

Quando a população do estudo foi dividida em quatro grupos com base nos níveis do serum da vitamina D, o grupo com os níveis mais baixos apresentou um risco duplo de cefaleia crónica em comparação com o grupo com os níveis mais altos.

Além disso, a cefaleia crónica também foi relatada com mais frequência por homens que foram examinados fora dos meses de verão, de junho a setembro. Graças à radiação UVB do sol, os níveis médios de vitamina D são mais elevados durante esta época.

O estudo vem acrescentar mais um elo à corrente que liga a baixa ingestão de vitamina D a um maior risco de doenças crónicas.

Ainda assim, não existem evidências científicas relativas aos benefícios ou possíveis efeitos adversos da vitamina D em excesso. Um outro estudo finlandês sobre a vitamina D, atualmente em andamento na mesma Universidade, espera conseguir lançar luz sobre a questão.