Estudo aponta que azeite extra-virgem protege o cérebro do Alzheimer

8 Jul, 2017
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Um estudo recentemente publicado na revista “Annals of Clinical and Translational Neurology” aponta que o azeite é capaz de proteger o tecido cerebral das substâncias tóxicas que se pensa serem a causa da doença de Alzheimer.

A experiência usou um reconhecido modelo de Alzheimer, em ratos, para examinar os efeitos de uma dieta enriquecida com o azeite extra-virgem versus uma dieta sem o mesmo. Os investigadores estavam interessados ​​em três tipos de resultados associados ao início da doença: comprometimento da memória, presença de placas amilóides e emaranhados neurofibrilares.

Em ambos os grupos, os ratos foram manipulados para desenvolver a doença de Alzheimer. Um dos grupos teve o azeite extra-virgem introduzido na sua dieta aos seis meses de idade, antes que os sintomas da doença começassem a aparecer. Aos nove e 12 meses, ambos os grupos de ratos foram sujeitos a uma avaliação de memória espacial e capacidade de aprendizagem. O grupo que consumia uma dieta rica em azeite conseguiu resultados significativamente melhores em todos os testes.

Além disso, no decorrer de um exame ao tecido cerebral de ambos os grupos, foram encontradas grandes diferenças que só poderiam ser atribuídas à dieta. As células cerebrais no grupo do azeite eram visivelmente mais saudáveis, com maior conetividade entre os neurónios. As placas amilóides – resultado de uma acumulação de proteínas tóxicas no cérebro – eram reduzidas no grupo de azeite, assim como os níveis de outras substâncias responsáveis pela proliferação do Alzheimer.

Ainda que exista sempre a ressalva de que o que funciona em ratos pode não funcionar em humanos, este é um avanço bastante importante que deverá ser estudado de forma mais aprofundada.