Elon Musk apela à ONU para banir o desenvolvimento de “robôs assassinos”

21 Ago, 2017
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Elon Musk, CEO da Tesla, e Mustafa Suleyman, da Google, estão entre o grupo de fundadores que pede a proibição do desenvolvimento e uso de armas autónomas – também conhecidas como “robôs assassinos”.

No total, 116 fundadores de empresas de Inteligência Artificial (IA) e de robótica de 26 países assinaram uma carta aberta às Nações Unidas (ONU) instando-a a parar a corrida ao armamento autónomo que está em andamento.

“Uma vez desenvolvidas, as armas autónomas letais permitirão que os conflitos armados sejam combatidos a uma escala maior do que nunca e em intervalos de tempo mais rápidos do que os seres humanos podem compreender. Estas podem ser armas de terror, armas que os déspotas e os terroristas utilizam contra populações inocentes, e armas pirateadas para se comportarem de maneiras indesejáveis ​​”, afirma a carta.

“Não temos muito tempo para agir. Quando esta caixa de Pandora for aberta, será difícil fechá-la”.

A Conferência de Revisão da ONU sobre a Convenção das Armas Convencionais concordou por unanimidade iniciar discussões formais sobre a ameaça de armas autónomas, como drones, tanques e metralhadoras automáticas.

A carta adverte ainda que esta corrida ao armamento ameaça estimular a “terceira revolução na guerra” após a pólvora e as bombas nucleares. Como tal, as armas autónomas terão de ser adicionadas à lista de armas proibidas das Nações Unidas.

A carta, lançada na abertura da Conferência Conjunta Internacional sobre Inteligência Artificial em Melbourne, esta segunda-feira, não é a primeira a encorajar a ONU a agir sobre a ameaça das armas autónomas, mas é certamente a primeira vez que tantas empresas de robótica tomam uma posição conjunta sobre o assunto.