Editora Guerra e Paz lança inéditos este semestre e nova coleção “Os Livros Estão Loucos”

4 Jan, 2017
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Autor:
Agência Lusa

A editora Guerra e Paz conta editar, neste primeiro semestre, cerca de 16 livros, entre os quais a estreia literária de Dulce Garcia e um texto inédito de Vasco Graça Moura, e lançar uma nova coleção, “Os Livros Estão Loucos”.

A jornalista Dulce Garcia estreia-se no romance com “Quando Perdes Tudo Não Tens Pressa de Ir a Lado Nenhum”, a editar em fevereiro e, no âmbito das “edições especiais”, está previsto a publicação de “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago, com ilustrações inéditas de Rogério Ribeiro e um prefácio inédito de Vasco Graça Moura.

Nesta coleção será também editado em abril “O Físico Prodigioso”, de Jorge de Sena, com “ilustrações criadas expressamente” para o livro por Mariana Viana.

António Lobo Antunes assina o prefácio do livro de poemas “Sombras e Falésias”, do autor romeno Dinu Flamand, segundo título da coleção inaugurada no ano passado, por “O Quotidiano a Secar em Verso”, de Eugénia de Vasconcellos.

Entre as edições previstas está também o conto inédito de Manuel Rui “O Kaputo Camionista”, cuja ação narrativa “decorre em Angola, no tempo colonial, e em que Eusébio e o Portugal-Coreia de 1966 são os heróis”. Refira-se que editora voltou a publicar, no ano passado, “Quem Me Dera Ser Onda”, também deste autor.

Outro escritor angolano a publicar é Jonuel Gonçalves, com o romance “A Ilha de Martim Vaz”.

No âmbito da coleção “Clássicos Guerra e Paz” é publicado, já na quarta-feira, o romance “As Pupilas do Senhor Reitor”, de Júlio Diniz, mas a editora projeta lançar igualmente “Moby Dick”, de Herman Melville, com nova tradução de Maria João Madeira, “O Vermelho e o Negro”, de Stendhal, também numa nova tradução, desta feita de Rui Santana Brito, e “Lord Jim”, de Joseph Conrad, traduzido por Jorge Telles de Menezes.

Entre os títulos de autores portugueses, além d’”As Pupilas do Senhor Reitor”, está previsto a edição de “El-Rei Junot”, de Raul Brandão.

No âmbito da coleção “Livros Amarelos”, que junta dois textos clássicos com um ensaio contemporâneo, que justifica a escolha, vão sair dois livros no primeiro trimestre: “’Apocalipse Segundo S. João’/‘Apocalipse’”, de D. H. Lawrence, com ensaio de Helder Guégués, e “’José Matias’, de Eça de Queiroz/‘Bartleby’”, de Herman Melville, com ensaio de Ricardo Vasconcelos.

Na área de ensaio será publicado “Zeca Afonso, o que Faz Falta”, com autoria e organização de José Jorge Letria, e ainda “Os Grandes Discursos da História”, com organização e textos de Henrique Monteiro.

Nesta mesma área serão ainda publicados “O Negacionismo Económico”, de Pierre Cahuc e André Zylberberg, e o “Dicionário de Fátima”, de Nuno Henrique Luz e Nuno Roby Amorim.

Quanto à nova coleção “Os Livros Estão Loucos”, a editora não adianta ainda qual a temática, nem quais os autores a privilegiar.

“O primeiro título deve sair em abril”, adiantou à Lusa fonte da editora, que acrescentou que esta coleção “vai abordar um área que não consta ainda das temáticas da Guerra e Paz”.