Dispositivo inovador poderá oferecer esperança a doentes cardíacos

5 Jan, 2017
1433 Visitas
islammosa_p1000101_cropped-1024x683

Autor:

Um investigador da Universidade de Connecticut, EUA, encontra-se a desenvolver uma micro fonte de energia significativamente menor e mais eficiente do que as baterias atualmente utilizadas na maioria dos pacemakers.

Islam Mosa encontra-se a desenvolver um dispositivo eletrónico implantável que extrai a sua energia de um “supercapacitor” ultra-pequeno e ultra-fino.

“Os nossos supercapacitors são mais finos do que um cabelo humano”, diz Mosa. “Além disso, também são muito estáveis, podendo ser projetados para alimentar um pacemaker cardíaco durante a vida de um paciente”.

Os pacemakers implantáveis ​​aumentaram a esperança de vida de milhões de pessoas desde que foram introduzidos pela primeira vez no final dos anos 50. No entanto, também têm alguns inconvenientes. São alimentados por baterias volumosas que exigem cirurgia quando a carga enfraquece, o que aumenta o risco de infeção. Além disso, os componentes eletrónicos internos das baterias também podem ser tóxicos para o corpo, caso haja uma rutura.

Com o tamanho de um selo postal, a fonte de energia desenhada por Mosa é flexível, além disso, em testes de laboratório, o dispositivo provou ser não-tóxico para células vivas.

Segundo Mosa, tal caraterística é possível porque o dispositivo usa o próprio soro sanguíneo do paciente como eletrólito, em vez de extrair a sua energia de uma bateria de lítio potencialmente tóxica.

A eficiência do sistema permite que a carga se mantenha por um longo período de tempo, uma caraterística que poderia torná-lo adequado para outros dispositivos bioeletrónicos.

“A perda de capacidade ao longo do tempo é muito pequena, o que torna estes supercapacitors muito promissores para alimentar dispositivos biomédicos a longo prazo”, diz Mosa.